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| Tesouro de Cuerdale (foto: Wikipedia) |
Castle Grief é uma microeditora especializada em conteúdo voltado para a velha escola, com aquela abordagem DIY que tanto me atrai.
Um de seus lançamentos mais recentes foi Hacksilver, um minissistema que exige apenas um d6, ideal para combates brutais em cenários Dark Fantasy (sugere-se Tarvannion, do mesmo autor).
Ao passo que fica a recomendação do jogo, esta micropostagem focará em um aspecto específico: preços.
Praticamente todo jogo de fantasia publicado (ou feito em casa) desde o início dos anos 70 trouxe sua própria lista de equipamentos e custos respectivos. E, embora alguns tenham sido melhor embasados na realidade que outros, todos resultam inevitavelmente arbitrários, além de pouco esclarecer sobre como de fato funciona a economia.
A solução de Hacksilver para esse problema é no mínimo intrigante: uma peça de prata é o soldo por um dia de trabalho pesado, como o de um camponês ou peão.
A partir desse parâmetro, é relativamente simples definir quanto vale cada item ou serviço. Olhando a tabela de preços do jogo, vemos que uma peça paga uma noite em uma estalagem, ou uma tocha. Aproximadamente uma semana de labor poderia pagar uma semana de raçoes, ou uma lança ou outra arma simples. Uma espada equivale a dois meses. Um bom cavalo de guerra custa uma pequena fortuna.
Há quase um ano este blogueiro destacou a abordagem simples e eficaz adotada nos jogos da Olde House Rules para definir valores de artigos. A solução ora apresentada é igualmente sucinta, mas logra oferecer critérios mais precisos para que o árbitro determine o preço de qualquer coisa quase imediatamente e com uma base sólida.
Vale destacar que o título do jogo se refere justamente aos "pedaços" de prata empregados como moeda pelos nórdicos e outros povos, muitas vezes fruto de saques e em contextos que antecedem a cunhagem de moedas por um poder estabelecido. Isso dá uma tremenda noção da atmosfera que o autor busca dar ao mundo de jogo e que, na verdade, não é tão diferente da realidade de Allansia ou qualquer outro cenário "às margens da civilização", ainda que muitos de nós jogadores acabemos ignorando tais elementos.
Por fim, vale a pena conferir essa entrevista no Substack do Castle Grief, em que esse conceito é melhor tratado.

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